PMs aceitam proposta do governo do RN para pôr fim à paralisação
Policiais militares, civis e bombeiros do Rio Grande do
Norte decidiram nesta terça-feira (9) por fim à paralisação das categorias, que
durou 22 dias.
Em reunião nesta tarde com representantes de associações de
classe, o governador Robinson Faria (PSD) aceitou as reivindicações das
categorias e prometeu não abrir processo administrativo ou qualquer outra
sanção contra nenhum agente pela paralisação.
Parte dos policiais militares não vai às ruas desde 19 de
dezembro, como forma de protesto para o pagamento dos salários de novembro (que
foram pagos no último dia 6), dezembro e o 13º, além de melhores condições de
trabalho.
O governo se comprometeu a concluir a folha de pagamento de
dezembro até esta sexta-feira (12), além de aumentar o vale alimentação de R$
10 para R$ 20, e entregar, até sexta, 50 novos carros para os batalhões, entre
outras propostas.
O acordo será submetido em assembleia a policiais militares
que não estavam presentes na reunião ainda nesta terça e deve ser aprovado.
"Houve bom-senso por parte do governo. Policiais só
podem se prestar a irem às ruas se houver segurança. E eu vi policiais em
desespero, sem dinheiro, sem condições mínimas de trabalho. O movimento dos
agentes é um exemplo para todo o país", disse Elisandro Lotin, presidente
da Associação Nacional de Praças.
Os agentes negam que estivessem em greve, e dizem que não
podiam sair às ruas sem condições mínimas de segurança, com carros danificados
ou sem licenciamento e coletes balísticos fora da validade.
Os policiais civis também aceitaram as propostas do governo.
A decisão foi submetida à categoria no início da tarde, e os agentes decidiram
pelo retorno imediato às atividades. Só duas delegacias de Natal funcionavam,
em regime de plantão, desde que a categoria decidiu parar, no dia 20.
"Estamos confiando nas palavras do governo", disse o presidente do
sindicato de policiais civis do RN, Nilton Ferreira.

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