FLÁVIO SE REÚNE COM POLICIAIS E DEFENDE INDEPENDÊNCIA
Uma das principais propostas do Programa de Governo do candidato
Flávio Dino é o reforço das Polícias Civil e Militar e do Corpo de
Bombeiros. Nesta quarta-feira (3), ele participou de um café da manhã,
promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol), onde
pôde apresentar as principais metas para assegurar a melhoria das
condições de trabalho e consequente atendimento de mais qualidade às
demandas da população.
“Eu defendo uma polícia forte e com autonomia. Eu não tenho medo de
polícia, quem tem envolvimento em práticas criminosas não tem interesse
em uma polícia forte. Eu jamais vou querer a polícia como instrumento de
exercício de poder”, disse Flávio Dino, afirmando que a instituição
atuará com independência técnica.
Relembrando a atuação como juiz federal por 12 anos, o candidato
afirmou que uma das convicções que possui é a prestação adequada do
serviço de segurança pública depende da valorização dos policiais.
Flávio falou do reforço quantitativo do efetivo e do investimento em
equipamentos e disposição para o diálogo com a classe, ações que já
constam no Programa de Governo registrado no TRE.
“Queremos ser ouvidos”
Durante o encontro, os presidentes dos Sindicatos e Associações
representativas da Polícia Civil entregaram documentos com o quadro
atual do sistema e contribuições para o Programa de Governo do
candidato. Para o Sinpol, as prioridades são de uma política
remuneratória para valorização dos policiais civis, a melhoria das
condições de trabalho, retirada dos presos custodiados em delegacias e o
aumento do efetivo policial. Hoje o número de policiais civis é apenas
dois mil para todo o Estado.
“Precisamos urgentemente reverter a situação da segurança pública no
Maranhão. Por isso, entregamos propostas que nós entendemos que sejam
primordiais para implementar nos próximos quatro anos para reverter esse
quadro. Queremos ser ouvidos, enquanto policiais, pois conhecemos a
estrutura”, Heleudo Moreira, presidente do Sinpol.
Representando a Polícia Técnica, Anne Kelly Veiga também apresentou
um documento com contribuições para o Programa de Governo e, mais uma
vez, o pedido foi de disposição de diálogo com a categoria. “A gente
sente uma resistência em ser ouvido por quem está a frente do Governo do
Estado. Quem está na base é que sabe as dificuldades e as prioridades.
Estamos confiantes no seu projeto político e esperamos que a gente
consiga alcançar as nossas demandas”, declarou a presidente da Apotec em
apoio a Flávio Dino.
Visão diferente
O delegado Amon Jessen, da Associação dos Servidores da Polícia
Civil, avaliou que o sistema de segurança pública “está na UTI”. “Hoje a
Polícia Civil está em uma situação extremamente difícil. A gente espera
que você chegue lá e possa contemplar de alguma forma polícias Civil,
Militar, o Corpo de Bombeiros e a sociedade”, disse.
Apontando as dificuldades do sistema penitenciário, o presidente do
sindicato que representa a categoria, Antônio Portela, afirmou que
faltam gestão e investimento. “Recurso tem, mas tem sido mal aplicado.
As unidades prisionais continuam com um grau muito alto de
criminalidade. Apenas este ano já são 20 presos mortos, 40 fugas e tudo
que tem sido feito é apenas paliativo e não para resolver o problema.
Nossa esperança é o Flávio porque é uma pessoa com uma visão diferente,
que quer dialogar com a classe”, afirmou.

Comentários
Postar um comentário