COMO AS REDES SOCIAIS VÃO INTERFERIR NA ELEIÇÃO 2014?



          





           Se nunca antes na história deste país tanta gente passou tanto tempo conectada à internet, também se pode dizer que nunca antes na história das eleições nacionais a disputa será tão influenciada pelas redes sociais. Só que entender as sinuosidades dessa influência pode ser mais complicado do que distinguir entre esquerda e direita nas esquizofrênicas alianças partidárias apresentadas pelos candidatos.
       Para o pesquisador da área de engenharia de software Silvio Meira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), esta vai ser a primeira campanha em que as redes sociais vão interferir no comportamento do eleitor. Graças à popularização dos smartphones, um contingente inédito poderá interagir de forma instantânea com a discussão política, compartilhando ou contestando mensagens. Mas ele faz uma ressalva: essa interferência muda comportamentos, não necessariamente a escolha do candidato.
     Por outro lado, é preciso lembrar que o acesso ainda é limitado. A 1ª Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 aponta que 47% da população costuma acessar a internet – e desses só 26% o fazem diariamente. Ainda assim, a força das redes é amplificada pelo seu potencial de reverberação. Um dos organizadores do livro Do Clique à Urna: Internet, Redes Sociais e Eleições no Brasil (Edufba, 2013), o professor da Universidade Federal do Ceará Jamil Marques chama atenção para o fato de que mesmo os que não estão na rede são influenciados por ela.

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