DILMA SURPREENDE, MARINA SE ENROLA E AÉCIO VIRA NANICO!!
Dilma foi a sorteada para ser a primeira a fazer as perguntas nos dois blocos entre candidatos. Em ambos, escolheu Marina Silva. A estratégia de Dilma foi a de explorar as contradições e inconsistências da candidata do PSB e do seu programa de governo. Na primeira pergunta, Dilma levantou uma série de propostas de Marina e apresentou o quanto isso custaria, perguntando de onde ela tiraria o dinheiro já que não pretende continuar o Pré-Sal. Marina se atrapalhou na resposta e disse que cortaria os gastos públicos para poder fazer o que promete. Mas não explicou como seriam esses cortes e nem onde seriam realizados.
Na segunda oportunidade que pôde fazer pergunta, Dilma também foi de Marina. E foi direto ao ponto do Pré-Sal. Disse que das 242 páginas do seu programa, Marina havia dedicado apenas uma linha a essa questão. Marina de novo não deu uma resposta direta. Tergiversou como pôde, mas depois disse que irá continuar a exploração, mas também olhando para o futuro e para outras fontes energéticas. Dilma lhe disse que aquilo que ela menosprezava valia 1 trilhão de reais. E Marina de novo não foi direta na resposta.
Aécio ficou boa parte do tempo olhando as duas debaterem. E também observando Eduardo Jorge e Levy Fidelix, cada um ao seu jeito, darem seus shows. Quando tinha a palavra, Aécio tocava de lado e de forma burocrática. Como se já houvesse desistido da candidatura e cumprisse apenas um papel ao qual não podia mais recusar.
Mesmo quando teve a chance de confrontar Dilma Roussef, saiu-se mal.
Tomou duas coelhadas da candidata do PT, que partiu para cima no seu
jeito Mônica de ser. Dilma disse que Aécio devia ter memória fraca por
não se lembrar dos investimentos do governo federal em Minas Gerais.
Outro momento interessante foi quando Luciana Genro perguntou a
Marina se ela era a segunda via do PSDB. Marina quando confrontada faz
caretas e começa a resposta irritada. Não foi diferente dessa vez. Ao
invés de ser direta e dizer que não, voltou no tempo e começou a elogiar
os governos anteriores, tentando dizer que não era radical como a
candidata do PSOL, algo absolutamente desnecessário. Na réplica, Luciana
deu lhe um truco. A psolista afirmou que não dava para conciliar o
tempo todo e que Marina não iria governar para o povo, porque fazia
acordo com banqueiros, usineiros e se submetia às pressões do Malafaia. E
aí, Marina mordeu a isca e voltou a culpar o revisor pelo volta atrás
nas questões LGBT.
Marina não foi bem neste debate. Teve um desempenho bem inferior ao
anterior. Inclusive porque seus adversários começaram não só a explorar
suas contradições, como também a chamar a atenção para o fato de que ela
não responde nada de forma objetiva. Entenderam que o jeito Marina de
discursar pode ser bom para um debate ou dois. Mas que se bem explorado
pode se tornar uma arma contra a candidata.
Por outro lado, Dilma saiu um pouco da camisa de força do marketing e
foi mais Dilma. Isso fez com que melhorasse sua performance. E mesmo
dando suas costumeiras gaguejadas, teve o melhor desempenho entre os
três principais candidatos. Até porque, Aécio virou um engravatadinho
sem graça no meio da disputa franca das candidatas mulheres.
Aliás, não se pode negar isso nem a Marina nem a Dilma. Ambas não
estão fugindo do confronto direto. E isso tem deixado os debates dessa
eleição presidencial muito mais interessantes.

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