Concurso público marca primeira reunião do Sinproesemma com a Seduc em 2015
Na primeira reunião entre a
Secretaria de Estado da Educação (Seduc/MA) e a direção do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA), o principal tema
discutido foi o concurso público na rede estadual de ensino. O encontro, que
ocorreu nesta quarta-feira (7) no prédio da Seduc, no Monte Castelo, ainda
abordou a unificação e ampliação de matrículas, o pagamento de progressões e
também o reajuste do piso do magistério.
A secretária de educação, Áurea
Praseres, anunciou a intenção do governo do estado em realizar o concurso
público da rede estadual neste ano. Sem especificar a data, a secretária disse
que, no primeiro semestre, será desenvolvido o estudo sobre a necessidade de
profissionais na rede, mas adiantou que a publicação do edital ocorrerá no
segundo semestre.
“Há determinação de que os novos
professores do concurso estejam em sala de aula em 2016”, ressaltou a
secretária, defendendo também a necessidade de contemplar mais cargos nas
escolas, como bibliotecários, agentes administrativos, e outros.
Como medida emergencial para
garantir o início das aulas, a Seduc tentará abrir seletivo e prorrogar os
contratos. Porém, será necessária a celebração de acordo com Promotoria de
Educação do Ministério Público, que move um processo contra a realização de
seletivos na rede estadual de educação.
Unificação e ampliação
Outro tema abordado como
instrumento para acabar com o déficit de profissionais foi a opcionalidade da
ampliação de matriculas de 20h para 40 horas. Os dirigentes do SINPROESEMMA
levantaram a chance de o Estado substituir as vagas ociosas e os contratos
precários pela ampliação da carga horário dos docentes. Os educadores também
enfatizaram a necessidade da aprovação do projeto de lei que trata da
unificação de matrículas.
Progressões e reajuste
Segundo os técnicos da Seduc, a
Secretaria de Gestão e Previdência (Segep) fez a previsão para conceder cerca
de 11 mil progressões em fevereiro, correspondente a segunda parcela do acordo
firmado entre o SINPROESEMMA e o governo do estado na Justiça. O presidente da
entidade, Júlio Pinheiro, pediu urgência no enquadramento dos educadores para
que eles recebam seus salários já reajustados com 13,01%. “É fundamental que a recomposição salarial do
piso seja feita sobre os novos enquadramentos”, afirmou.


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