BOMBA: GOVERNO TEMER DESCONTARÁ DOS SALÁRIOS DOS RECÉM-FORMADOS PARCELA DE PAGAMENTO DO FIES!!
O governo de Michel Temer (PMDB) deve lançar nesta semana as
novas regras para o Fies, o financiamento estudantil de universitários.
Uma das propostas para diminuir a inadimplência é que o
estudante recém-formado, assim que arrumar um emprego, tenha descontado de seu
salário a parcela que deve ao banco que financiou seus estudos por meio do
programa.
A empresa, ao reter os impostos que o trabalhador tem que
pagar ao governo, reteria também a parcela do Fies. O modelo seria o mesmo do
crédito consignado.
Profissionais liberais também estariam obrigados a saldar o
financiamento com o pagamento de impostos.
O modelo foi inspirado no que existe hoje na Austrália. A
medida garantiria às instituições financeiras o retorno do dinheiro, baixando a
inadimplência e, portanto, o custo do empréstimo.
A ideia do governo é que os juros se mantenham no mesmo
patamar nos empréstimos do Fies.
Conforme reportagem da Folha mostrou, o governo prevê também
o fim do prazo de carência para que estudantes beneficiados iniciem o pagamento
da dívida.
Hoje, o aluno faz o curso universitário enquanto o governo
paga para a instituição de ensino. Ao terminar a faculdade, ele tem um ano e
meio para começar a quitar as parcelas do financiamento.
As alterações devem afetar tanto as condições para alunos
como para instituições de ensino superior particulares.
O fundo que funciona como um fiador de parte da inadimplência
dos estudantes também sofrerá mudanças.
O aluno, por sua vez, já saberá o valor total da dívida
assim que firmar o contrato. Atualmente o financiamento é atualizado a partir
do reajuste de mensalidades.
Desde 2016 a área econômica do governo comanda proposta de
revisão do programa. O Fies foi criado em 1999, mas a partir de alterações
feitas em 2010, que facilitaram as condições de acesso, o número de contratos e
os gastos dispararam. Hoje, há 2,3 milhões beneficiados.
ATRASOS
A inadimplência do Fies atingiu 53% dos contratos em fase de
pagamento no fim do ano passado, como a Folha revelou em janeiro. Quase 30% do
total tinham atrasos de mais de um ano.
O nível é similar levando em conta apenas contratos firmados
a partir de 2010 e já em fase de amortização. Dos 172 mil contratos nessa
situação, 50% estavam atrasados -20% em mais de um ano.
Só em 2016, o governo gastou cerca de R$ 30 bilhões entre
custos com mensalidades e subsídios.

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