Alckmin e Doria ignoram Plano Estadual de Educação e anunciam unificação de redes
São Paulo – A presidenta do Sindicato dos Professores do
Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Aoesp), Maria Izabel de Azevedo
Noronha, a Bebel, criticou a unificação das redes municipal e estadual de São
Paulo, anunciada hoje (9) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em reunião no
Palácio dos Bandeirantes, na qual estiveram presentes o prefeito de São Paulo,
João Doria (PSDB), além de secretários estaduais e municipais, Alckmin
anunciou, sem expor detalhes, que estado e município vão integrar suas redes.
Entre as mudanças anunciadas, a definição de um calendário
único para o início e término das aulas, o mesmo número de ciclos, adoção de
material pedagógico idêntico e a cessão de espaços ociosos nas escolas
estaduais para a prefeitura.
"Essa unificação, pontual, não está de acordo com o
Plano Estadual de Educação (PEE), que prevê um sistema de educação em regime de
colaboração. Mas isso tem de ser debatido e implementado por lei, e não feito
da maneira como está. Não se trata aqui de um regime de cooperação",
disse.
O regime de colaboração proposto pelo PEE, instituído pela
Lei nº 16.279, de julho de 2016, conforme ressalta Bebel, é muito mais amplo. O
estado deverá adotar as medidas adicionais e os instrumentos jurídicos que
formalizem a cooperação entre os municípios, para o acompanhamento local da
consecução das metas do PEE e dos planos municipais de educação. Isso inclui um
regime de colaboração específico para o atendimento das necessidades
específicas na educação, assegurando a participação das famílias no
acompanhamento da execução das metas e estratégias e a criação de uma instância
permanente para a pactuação entre o estado e os seus respectivos municípios,
fortalecendo esse regime de colaboração.
"E os salários, que na rede municipal são maiores? A
unificação prevê a adoção dos salários de qual das redes?", questiona
Bebel. "Todos sabemos que os da rede municipal são maiores."
Para ela, a unificação anunciada deixa mais dúvidas do que
esclarece. "Quanto vai custar? Será mais caro ou mais barato? Será que vai
melhorar a qualidade da educação? É o debate que queremos. Eles estão colocando
os carros na frente dos bois."
Conforme Doria anunciou, os secretários estadual e municipal
de Educação terão reuniões a partir de amanhã para costurar a integração da
rede de ensino, que deverá valer para o ano letivo deste ano.
A Secretaria estadual
foi procurada pela reportagem para mais esclarecimentos, mas não se manifestou
até o fechamento da reportagem. O Sindicato dos Professores do Ensino Municipal
(Sinpeem) também foi procurado, mas não houve retorno.
São Paulo – A presidenta do Sindicato dos Professores do
Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo
Noronha, a Bebel, criticou a unificação das redes municipal e estadual de São
Paulo, anunciada hoje (9) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em reunião no
Palácio dos Bandeirantes, na qual estiveram presentes o prefeito de São Paulo,
João Doria (PSDB), além de secretários estaduais e municipais, Alckmin
anunciou, sem expor detalhes, que estado e município vão integrar suas redes.
Entre as mudanças anunciadas, a definição de um calendário
único para o início e término das aulas, o mesmo número de ciclos, adoção de
material pedagógico idêntico e a cessão de espaços ociosos nas escolas
estaduais para a prefeitura.
"Essa unificação, pontual, não está de acordo com o
Plano Estadual de Educação (PEE), que prevê um sistema de educação em regime de
colaboração. Mas isso tem de ser debatido e implementado por lei, e não feito
da maneira como está. Não se trata aqui de um regime de cooperação",
disse.
O regime de colaboração proposto pelo PEE, instituído pela
Lei nº 16.279, de julho de 2016, conforme ressalta Bebel, é muito mais amplo. O
estado deverá adotar as medidas adicionais e os instrumentos jurídicos que
formalizem a cooperação entre os municípios, para o acompanhamento local da
consecução das metas do PEE e dos planos municipais de educação. Isso inclui um
regime de colaboração específico para o atendimento das necessidades
específicas na educação, assegurando a participação das famílias no
acompanhamento da execução das metas e estratégias e a criação de uma instância
permanente para a pactuação entre o estado e os seus respectivos municípios,
fortalecendo esse regime de colaboração.
"E os salários, que na rede municipal são maiores? A
unificação prevê a adoção dos salários de qual das redes?", questiona
Bebel. "Todos sabemos que os da rede municipal são maiores."
Para ela, a unificação anunciada deixa mais dúvidas do que
esclarece. "Quanto vai custar? Será mais caro ou mais barato? Será que vai
melhorar a qualidade da educação? É o debate que queremos. Eles estão colocando
os carros na frente dos bois."
Conforme Doria anunciou, os secretários estadual e municipal
de Educação terão reuniões a partir de amanhã para costurar a integração da
rede de ensino, que deverá valer para o ano letivo deste ano.
A Secretaria estadual
foi procurada pela reportagem para mais esclarecimentos, mas não se manifestou
até o fechamento da reportagem. O Sindicato dos Professores do Ensino Municipal
(Sinpeem) também foi procurado, mas não houve retorno.


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